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Trecho da reportagem publicada na revista Veja SP em 18 de outubro de 2000.
Quem já experimentou esse shiatsu dentro da água quente tem a sensação de voltar ao útero materno
A palavra watsu quer dizer shiatsu na água (do inglês water + shiatsu) e define uma prática que mistura massagem, relaxamento, alongamento e exercícios. O paciente fica cinqüenta minutos com o corpo submerso em uma piscina, sem tocar os pés no chão, entregue às mãos de um terapeuta. Assim experimenta uma sensação de imponderabilidade e flutua como um astronauta em uma espaçonave. Com o conforto adicional da água quente, em média a 34 graus. O (ou a) terapeuta massageia pontos de tensão, faz com que o corpo deslize pela água e alonga os músculos. A certa altura, o corpo é embalado como o de um bebê. “É como voltar ao útero materno”, compara a empresária Maria Helena Fittipaldi. Não é preciso saber nadar, e mesmo aqueles que têm medo de água não devem desistir, pois os terapeutas cuidam para que a submersão seja feita gradualmente. Criado pelo americano Harold Dull, o watsu é aplicado no tratamento de stress, ansiedade, insônia, enxaqueca, disfunções neuro-musculares e dores agudas ou crônicas da coluna. “O ideal é que o watsu seja encarado como tratamento de longo prazo”, diz a fisioterapeuta Lúcia Minei. “A cada banho, o aluno se solta mais e, assim, alcança melhores resultados”. Dull trouxe a técnica para o país há cerca de cinco anos, e hoje existem 180 terapeutas atuando na cidade.